Basílica de São João de Latrão

 

No início do século IV, a família Laterani ficou arruinada e Constantino tomou suas terras para construir a primeira basílica cristã de Roma, que está 1,2 km do Coliseu, a 3,3 km do Pantheon e a 1,8 km do Monte Palatino.

Esta igreja de San Giovanni in Laterano, e não a Basílica de São Pedro, ao contrário do que se pensa, é a catedral de Roma, mãe de todas as igrejas do mundo. Foi fundada pelo imperador Constantino no início do século IV, sob o pontificado de São Silvestre (314-315), com o título de "basílica do Salvador". Foi, diversas vezes, destruída e reconstruída, no entanto, a atual aparência remonta ao século XVII, pois, na reforma de 1646, o arquiteto Francesco Borronini recriou seu interior cuidando de preservar a forma da basílica original. Antes que o papado se mudasse para Avignon, em 1309, o Palazzo Laterano, ao lado da igreja, era a residência oficial do papa. Após um curto período em Avignon, na França, o papado retornou à Itália instalando-se no Vaticano. Entretanto, até hoje, às quintas-feiras Santas, o Papa, que tem o título de bispo de Roma, reza missa nesta igreja.

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 A fachada barroca da basílica de 1735, feita por Alessadro Galilei e tendo como modelo San Pietro, é coroada por 15 estátuas gigantescas de Cristo, dos apóstolos e dos pais da Igreja. O pórtico tem portas de bronze tiradas da Cúria do Foro Romano. A Porta Santa, última à direita, só é aberta durante o Jubileu ou ano Ano Santo, a cada 25 anos.

A nave central é ladeada por nichos emoldurados por colunas que abrigam estátuas dos 12 apóstolos, os quais são coroados pela pomba do brasão de Inocêncio X e por baixos-relevos que contam histórias do Antigo e Novo Testamento.

Estátua de São Tomás, onde vemos a pomba e o baixo-relevo que encima o nicho.

Estátua de São Simão.

E como estas, tem as de São Paulo, São Pedro, São Mateus, São Felipe, etc.

Nesta foto vemos a abside e parte do esplendoroso teto.

O imperador Constantino adornou a antiga basílica monumental com ouro, prata e mosaicos.

 Ao sairmos da Basílica di San Giovanni in Laterano (São João de Latrão), na Piazza de  mesmo nome, já vemos a Muralha Aureliana, construída durante os reinados de Aureliano e Probo.  A muralha englobava todas as Sete Colinas de Roma, além do Campo de Marte e do distrito do Trastevere, na margem esquerda do rio Tibre.

Muralha Aureliana tinha uma extensão de 19 km, e cercava uma área de cerca de 13.700  km2. Os muros tinham 3,5 metros de espessura por 08 de altura, com uma torre de planta quadrada a cada 100 pés romanos (29,6 m).

No século V foram realizadas reformas que  dobraram a altura da muralha para 16 metros; à época, o complexo tinha 383 torres, 7020 faróis, 18 portões principais, 05 portas secundárias, 116 latrinas e 2066 grandes janelas externas. A Muralha Aureliana também serviu para definir as fronteiras da cidade de Roma até o século XIX, com grande parte da área construída permanecendo, ao longo dos séculos, dentro dos muros.

A construção da muralha por Aureliano foi uma medida de emergência, como reação à invasão bárbara de 270.

Daqui seguimos para a Piazza Venezia, onde está o Monumento a Vittorio Emanuele, bem em frente ao início da Via del Corso.